vem sentar-te na rocha fria
ver a areia cair a nossos pés.
Volta,
vem sentir o desgosto,
provar o gosto da impotência
perante o desabar do mundo.
Não vás já.
Há tanto para (vi)ver,
tanto por que cegar.
Foge à tua sorte,
endireita as linhas que Deus entortou,
fecha o portão que nos abriram
e rende-te ao traço do rio.
Espera,
deita-te a meu lado,
e diz-me que acabou.
P.I: E diz-me que acabou.