
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Viagens
O vento sempre volta e tráz consigo o passado amarrado a suas garras. Volta em mar calmo e deixa-o revolto de tanto destruir quimeras de areias moldadas por sonhos de criança.
Da vida que construí, levou o fim. Deixou-me o início apaixonado e obrigou-me a revivê-lo. A qualidade do fim é extrema, mas a perfeição cabe apenas ao início.
Tu, vento, saqueador de núvens, assassino da escuridão, descobres o teu céu e preenches-me de estrelas no cume da noite, no pico da treva que eu venero!
Por isso, vento, não me devolvas o fim, empura meus cabelos contigo, refresca-me a face e leva-me na tua viagem pelos ares do mundo. Pára-me o coração e acalma-me a alma, ensina-me a amar-te e ao que trazes contigo. Faz de mim saque precioso e enterra-me nas profundezas do mar onde o negro é a minha casa. Perguntasses-me se eu o era capaz, responder-te-ia que não. Por isso trago o passado acorrentado ao peito, carrego sempre o meu tesouro comigo por não ter conhecido, na altura, qual o seu valor. E tu sabes que é com ele que construirei o meu porto final. Sabes que sem ele o construiria também, mas teria demasiada cor para coração tão largado na negrura.
Da vida que construí, levou o fim. Deixou-me o início apaixonado e obrigou-me a revivê-lo. A qualidade do fim é extrema, mas a perfeição cabe apenas ao início.
Tu, vento, saqueador de núvens, assassino da escuridão, descobres o teu céu e preenches-me de estrelas no cume da noite, no pico da treva que eu venero!
Por isso, vento, não me devolvas o fim, empura meus cabelos contigo, refresca-me a face e leva-me na tua viagem pelos ares do mundo. Pára-me o coração e acalma-me a alma, ensina-me a amar-te e ao que trazes contigo. Faz de mim saque precioso e enterra-me nas profundezas do mar onde o negro é a minha casa. Perguntasses-me se eu o era capaz, responder-te-ia que não. Por isso trago o passado acorrentado ao peito, carrego sempre o meu tesouro comigo por não ter conhecido, na altura, qual o seu valor. E tu sabes que é com ele que construirei o meu porto final. Sabes que sem ele o construiria também, mas teria demasiada cor para coração tão largado na negrura.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Passagens

Tomar café: Deixar que a nostalgia nos arrepie e se transforme em som de riacho por entre pedras redondas da experiência.
P.I: Mesmo sem o sabor do café.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Partilhas
Subscrever:
Mensagens (Atom)





