Partes sem destino traçado, sem norte nem estrela.
Temes o fogo e a noite, o escuro e o toque. Crias mistérios em volta das asas que cresceram em ti e usa-las de maneira podre, seca, sem rosto.
Vejo-te ao longe, a gozar o teu poder, a rir perdidamente, a estragares nuvens e furares arco-íris. Praguejo-te, por isso, crepúsculos sem fim, envoltos em fogo e brilho. Quero que sintas o laivo da tua alma e do olhar dela em ti. Quando chegares, vais ser tal vento maltrapilho incapaz de escapar à vida que não teve. À vida que deixou por viver.
P.I: O passado e o presente andam de mãos dadas.